10/09/99 – Um radar aponta para o pop gaúcho (O Globo);

1999 - O Globo

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21/09/2015 – Um disco histórico;

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1996 – Humberto Gessinger Trio no Teatro Ipanema, Rio de Janeiro, RJ;

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19 à 22/09/96 e 26 à 29/09/96 – Teatro Ipanema, Rio de Janeiro, RJ;

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04/09/15 – Insular ao vivo em Manaus, AM;

Esta galeria contém 2 imagens.

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01/09/02 – Engenheiros do Hawaii na Usina do Gasômetro (2);

Cópia 4 de Arquivo Escaneado

Imagem cedida por Nando Gessinger;

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01/09/02 – Engenheiros do Hawaii na Usina do Gasômetro;

Cópia 5 de Arquivo Escaneado

Imagem cedida por Nando Gessinger;

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20/07/91 – O Papa é Pop no Ginásio do Corinthians, São Paulo, SP;

1991 - Ginásio do Corinthians, São Paulo, SP

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16/07/88 – A Revolta dos Dândis no Festival Alternativa Nativa;

1988 - Maracananzinho, Rio de Janeiro, RJ

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16/07/88 – O dândi revoltado; Arthur Dapieve para o Jornal do Brasil;

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15/07/95 – Greg Ladanyi – O papa da cozinha pop; Braulio Neto para o Jornal do Brasil;

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12/07/01 – 10.001 Destinos no Bar Opinião, Porto Alegre, RS;

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09/07/02 – Um ano da Revista E aí?

E aí, já viu

Imagem cedida por Wander de Souza; Obrigado, Wander;

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01/07/11 – Pouca Vogal – Repaginados; Luiz Prisco para o Jornal de Brasília;

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28/06/02 – Surfando Karmas & DNA no DirecTV Music Hall; Alexandre Petillo para a Revista Shopping Music 66;

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27 e 28/06/02 – Surfando Karmas & DNA no DirecTV Music Hall;

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26/06/92 – Várias Variáveis no Palace, em São Paulo, SP;

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19/06/15 – A voz de um “engenheiro do Hawaii”; Stefanie Archilli para o Jornal de Piracicaba;

2015 - Jornal de Piracicaba

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13/06/00 – Engenheiros amplificam a voz de seu público; Mario Marques para O Globo;

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FRASES Ricardo Horn;

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Este não é um texto sobre política

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Com o perdão de ir direto ao assunto, o megassucesso Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones nasceu em 1989 durante um showmício na cidade de Betim, MG. Na ocasião, os Engenheiros do Hawaii participavam da campanha presidencial e iniciavam uma aproximação com o então candidato Leonel de Moura Brizola, que influenciaria sobremaneira a produção do álbum O papa é pop. A citada canção, trazida à tona para a ocasião pela memória afetiva de Humberto Gessinger, que lhe atribui a gênese de sua paixão por música, fora apresentada a um público alheio a sua trajetória e, inesperadamente, configurou-se no maior sucesso radiofônico da banda. Além disso, o projeto gráfico, nada que possamos chamar de primor artístico, contava com uma imagem peculiar, uma fotografia, com roupagem a lá Andy Warhol, do papa João Paulo II tomando chimarrão, obra pertencente ao acervo do já falecido político gaúcho. A bela sacada visual ia ao encontro e personificava o conceito do disco, que, sem entrar em pormenores, alardeava uma popularidade implacável e muitas vezes nociva, não por acaso, a canção título repete inúmeras vezes em seu refrão que o papa levou um tiro à queima roupa, fato também atribuído a John Lennon nas apresentações ao vivo. Restaria, se importante fosse, saber quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, se Humberto Gessinger concebeu a canção após ter presenciado a imagem ou se esta serviu apenas como apêndice de sua criação, mas como importante não é, partamos ao que interessa.

Neste momento, após um inicio de carreira sob forte influência anarquista, vide o comportamento avesso as convenções do showbuziness e as acachapantes letras de Toda forma de poder e A revolta dos dândis II e revide caso descorde, outros dois fatos marcantes orbitam o enredo desencadeado no parágrafo anterior: a viagem a extinta URSS, de impacto mais cultural que político, mas um encontro com os filhos e netos da revolução como dito no artigo Um roqueiro na terra da Perestroika, assinado por Humberto Gessinger em meados de 1990, em que, ao final do texto, uma situação inusitada é relatada, um encontro com um passageiro de algum trem que remete a figura do político comunista Luis Carlos Prestes, uma das personalidades politicas mais influentes do século passado e objeto da admiração do trio; nessa mesma época, houve, em uma apresentação em Brasilia, DF, referências ao potentado esquerdista gaúcho noticiadas pelo jornal O Correio Brasiliense. Lembrando também que a absolutamente utópica Coluna Prestes fora citada na canção Nunca mais poder, do mesmo álbum que estamos elucidando, o que revela mais um importante ingrediente com textura politica nos primeiros anos da banda, já que nos LP’s seguintes, embora tenha havido ainda um forte discurso contra a desigualdade social em faixas como Muros e Grades e Ninguém = Ninguém, esta característica se perdeu de encontro a um intimismo mais latente nos anos posteriores.

Hoje, pouco se sabe e pouco se diz sobre o pensamento político de Humberto Gessinger e Augusto Licks, o primeiro optou por não se expor ao tema, o segundo por não se expor a tema algum, mas não seria de se estranhar que suas convicções tenham se modificado ou permanecido exatamente igual em relação ao que viveram quase trinta anos atrás. Carlos Maltz é o que mais se manifesta, principalmente no twitter, demonstrando uma imensa desilusão com a Esquerda e flertando com um discurso conservador, mas, ao meu modo de entender sua aflição, um libertário enrustido.

Não que precisemos saber “onde estão os caras que lutavam e cantavam” ou que este seja um texto sobre influências políticas na trajetória da nossa banda preferida, mas, para finalizar, quero relatar o fato que me trouxe a esta pauta inicialmente programada para um dia desses num desses encontros semanais, mas logo abreviada. Há alguns dias, compartilhei na fan page Engenheiros do Hawaii Turbo, um verdadeiro tesouro arqueológico datado do final dos anos 1990 e trazido à tona graças a internet, um vídeo deveras curioso do trio GLM, em plena campanha presidencial. Ao violão, Humberto Gessinger incorria em seu nefasto hábito de trocar as letras das canções e transformava fragmentos de alguns de seus maiores sucessos até então em jingles brizolistas. No mesmo enquadramento, Augusto Licks e Carlos Maltz, tão a vontade quanto dois robocops numa quadra de escola de samba, faziam uma espécie de acompanhamento partidário. Para explicar esta união, não consigo imaginar outra justificativa que não a da legítima simpatia pelo discurso nacionalista do polêmico líder esquerdista.

Embora eu seja graduando do curso de Filosofia e o debate político esteja muito presente no ambiente acadêmico e na vida, discussões acaloradas, que possam ser suscitadas por este texto, à parte, o que mais me chamou atenção não foram os notoriamente reservados integrantes da nossa banda preferida se expondo por uma convicção política,  mas os comentários cravando as posições ideológicas atuais principalmente de Carlos Maltz e Humberto Gessinger, ambos ainda com algum alcance midiático, e ignorando o real motivo de eu ter compartilhado o vídeo, que foi simplesmente mostrar uma faceta da banda que muitos conhecem, mas poucos tiveram a oportunidade de presenciar.

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Qual é a obra prima dos Engenheiros do Hawaii?

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Uma obra prima se configura pela materialização de uma inspiração artística com acabamentos irretocáveis. Espera-se do artista que, chegando seu feito a esta classificação, não vá superá-lo jamais. Não seria demasiado difícil, então, encontrar, no livro Os Sertões, na arquitetura de Brasília, no filme 2001, uma odisseia no espaço e no álbum Construção, a primazia nas obras de Euclides da Cunha, Oscar Niemeyer, Stanley Kubrick e Chico Buarque, apenas para ficar em alguns exemplos bastante notórios. No entanto, quem seria capaz de apontar o grande feito, o primor, a obra mais bem acabada de Michelangelo, o gênio renascentista e maior artista que a humanidade já conheceu? Vale lembrar que, após ter presenteado o mundo com a Pietá e com o Davi, e, mesmo considerando a pintura uma arte menor, ter pintado com extremo apuro e excelência o teto da Capela Sistina, esculpiu a imponente figura de Moisés, tão expressiva que só faltava bradar “- Tremei, infiéis!”. E qual seria a obra prima de Leonardo Da Vinci, Charles Chaplin, Machado de Assis, Bob Dylan ou Caetano Veloso, artistas que, em algum momento de suas brilhantes carreiras, foram tão inventivos que pareciam se superar a cada obra?

Embora saibamos que uma andorinha só não faz andorinhas, nos referimos até aqui apenas a produções individuais em que há uma equipe dando suporte, mas que a concepção invariavelmente é do artista e para trazermos os Engenheiros do Hawaii para o tema, nos atentaremos brevemente a alguns marcos da criação coletiva. Talvez os Beatles tenha sido o grande expoente da execução artística conjunta e seja mais difícil identificar sua obra prima, mas eu apostaria minhas fichas no Álbum Branco. Quem sabe a do Pink Floyd tenha sido The dark side of the moon e A night at the opera a do Queen? No Brasil tivemos Os Mutantes criando tendências e influenciando gerações, mas encerrando precocemente sua curta trajetória e deixando a sensação de que ainda não haviam produzido sua obra prima. No livro Conversações com Renato Russo, uma coletânea de entrevistas concedidas pelo líder da Legião Urbana ao longo de sua carreira, ainda em uma das primeiras conversas, um descontraído entrevistado divide com Marcelo Bonfá um elogio sobre uma canção atribuindo ao parceiro a composição da melodia e exaltando a unidade do grupo. Mais ao final do livro, já carregando o peso de uma carreira de sucessos e excessos, em uma observação do entrevistador sobre o caráter depressivo de algumas canções do álbum A Tempestade, um irritado Renato Russo, aparentemente fiel ao entendimento de sua participação no conjunto da obra, justifica sua melancolia atribuindo ao mesmo parceiro a composição de melodias tristes, mas não é esse o assunto de hoje.

Pessoalmente, eu não seria capaz de dizer qual é a obra prima da nossa banda preferida, mas apresentarei um panorama de toda a discografia acenando para os possíveis candidatos. Inicio minhas elucubrações descartando o Longe demais das capitais, um belo cartão de visitas, mas que carecia de uma identidade musical melhor apurada. Já A revolta dos dândis, o arrebatador álbum amarelo, encabeça minha relação de prováveis postulantes, embora, por estar situado em um momento cronológico muito próximo aos primórdios da banda e por tudo que foi conquistado depois, talvez seja difícil conceber que não tenha sido superado jamais, contudo, uma coisa é certa e repetida até por quem não é fã, trata-se de um dos discos mais importantes, não apenas dos Engenheiros do Hawaii, mas do rock nacional. Ouça o que eu digo, não ouça ninguém, o RUSHiano álbum vermelho não superou seu antecessor, mas deu continuidade e ratificou para o cenário nacional a formação GLM, o feliz encontro de Humberto Gessinger e Carlos Maltz com Augusto Licks. Alivio Imediato eu considero uma obra prima, mas da simplicidade, o retrato fiel, sem firula, do que o trio era capaz de executar nas apresentações ao vivo, sendo de se lamentar, apenas o fato da integra deste show nunca ter vindo à tona.

Alavancado pelo estrondoso sucesso Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones, O papa é pop, apesar de ter se configurado o maior êxito comercial dos Engenheiros do Hawaii, era obscuro em alguns aspectos, de difícil audição, antropofagicamente indigesto, mas carregou o mérito de revelar a busca por uma independência artística, encontrada, efetivamente, no álbum verde, o Várias variáveis, este sim, um eldorado de técnica e belas composições que encontrou continuidade, mas não foi superado, no álbum azul, o GLM. Ao controverso Filmes de Guerra, Canções de Amor relego a condição de álbum visionário, o acústico antes do acústico.

Agora uma pergunta essencial para nos ajudar a responder a questão que dá título ao texto de hoje: É possível que a obra prima enghaw tenha sido produzida à partir de 1994? Vejamos, o Simples de Coração é tão perfeito tecnicamente que poderia ser adquirido em boutique, o que contradiz uma trajetória pautada por experimentações e camufla, nas palavras de Carlos Maltz, a existência de um bando e não de uma banda. Deste momento conturbado, resultou o Humberto Gessinger Trio, uma bela estreia solo que, junto com Adal Fonseca e Luciano Granja, formou a gênese de uma nova “nova formação”. A meu ver, o grande momento desta fase que marca a virada da chavinha de uma produção coletiva para o gênio inventivo e individual gessingeriano (daí minha dificuldade em conceber um Engenheiros do Hawaii sem Carlos Maltz e Augusto Licks) fora o Tchau Radar, um álbum tenso, estranhamente bem produzido, com apelo estradeiro e canções que falam de saudade e despedida. Contando ainda com Lucio Dorffman e posicionado cronologicamente entre o subestimado Minuano e o pontual 10.000 Destinos, o TR poderia ser, com muita vaselina e total desconhecimento das fases anteriores, uma bela obra prima.

Finalizemos a mais pretensiosa de minhas abordagens literárias dentro do universo enghaw até aqui com uma viagem pela fase menos heroica da nossa banda preferida para, quem sabe, extrair algum suco deste fruto amargo. A última formação iniciou com Humberto Gessinger, Glaucio Ayala, Bernardo Fonseca e Paulinho Galvão sendo apresentados no bootleg oficial 10.001 Destinos. Surfando karmas & DNA e Dançando no campo minado remete ao Longe demais das capitais com boas letras, mas uma musicalidade difícil de assimilar, com muito peso e sem o requinte de outrora. O ápice desta formação fora o Acústico MTV, um apanhado de canções em caprichadas versões desplugadas que, devido à influência sobre os jovens da emissora detentora da marca, apresentou a banda a uma então nova geração de fãs. Em 2007, após Humberto Gessinger ter iniciado a era da viola caipira e incorrido em um de seus maiores vícios, o de demitir guitarristas, uma variação da última formação gravou o dispensável Novos Horizontes, a tampa que fechou o caixão enghaw.

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1991 – Rock Cards 13: Augusto Licks

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27/05/17 – Desde aquele dia no Tom Brasil; Adriana Del Ré para O Estado de São Paulo.

2017 - O Estado de São Paulo (27MAI)

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Pra entender basta uma canção

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Kevin Kline, o premiado ator norte-americano, muito lembrado lá em casa por sua força dramática em A escolha de Sofia (Sophie’s Choice), filme de 1982, interpretou, já nos anos 1990, o professor Howard Brackett na divertidíssima comédia Será que ele é? (In & Out). A trama do filme é desencadeada a partir da declaração em rede nacional de um ex-aluno afirmando que o professor é gay. Estarrecido com o acontecimento, Brackett, que se pensava hétero, passa a ter dúvidas sobre sua própria sexualidade e parte em uma verificação existencial para descobrir se ele é o que dizem ou se dizem demais sobre o que ele não é. Em um esquete inspirado e absolutamente genial digno dos melhores momentos de um Saturday Night Live e já copiado no Brasil em programas da moda, o professor adquire um curso por correspondência, hoje em implacável desuso, que o auxiliará na importante missão de responder a pergunta que dá título ao filme.

Antes que nosso texto desta semana se torne mais cinematográfico que musical e antes ainda de conectarmos esta breve resenha ao universo que orbita a nossa banda preferida, uma das tarefas propostas pelo curso desafia o professor a ratificar sua condição de homem com h, cabra macho, macho man, permanecendo imóvel diante da canção I will survive, um conceitualmente despretensioso lado B que, pela voz de Gloria Gaynor, tomou as paradas do mundo e atravessou gerações com um suingue contagiante e uma temática que vai ao encontro das lutas das minorias. Já nos acordes introdutórios, Brackett não resiste a tamanho apelo dançante e se remexe todo. Sem querer atestar a veracidade do experimento, já vi marmanjo batendo o pezão ao som dessa canção e isso definitivamente não me faz supor que ele seja gay e nem é esta a questão a ser levantada, mas sim o fato da cena ilustrar de forma magistral o poder acachapante que pode ter uma canção.

Comecemos enfim nossa investigação por Refrão de bolero, uma composição arrebatadora em um álbum arrebatador que nos presenteou também com a imagem “sincero como não se pode ser” para designar pessoas que falam demais e muitas vezes não sabem o que falam como por exemplo o ex-aluno do professor Brackett. Seja na versão de estúdio ou nas inúmeras execuções ao vivo, o momento catártico se materializa quando o refrão é invocado. Tenso após a virada cavernosa da bateria de Carlos Maltz, sussurrado e intimista antes do solo ou suprimido da letra como na excêntrica versão 10.000 Destinos, o grito que extirpa das entranhas os misterios de uma incerta Ana possui a mesma passionalidade que poderia ser atribuido a alguém que, após uma fome de três dias, se depara com uma mesa de jantar atrás de uma parede de vidro. O mesmo posso dizer de Piano bar, que começa como quem não quer nada, explicando a morte da bezerra e com a entrada do refrão ganha um peso tão grande que dizimaria um rebanho inteiro.

Terra de gigantes e Somos quem podemos ser são daquelas canções que seduzem já nos acordes iniciais e nos faz reproduzi-las em assovios e investidas vocais. Suas letras, essenciais no rock nacional, concebidas pela caneta de Humberto Gessinger e associadas ao requinte dos timbres ecoados pela guitarra de Augusto Licks, são primores irretorquíveis, tendo a primeira se tornado trilha sonora das relações afetivas entre mães e filhos e a segunda ganhado evidência recentemente no outside enghaw após ter sido inserida em um contexto de luta contra o preconceito nas suas mais diversas manifestações.

Já O sonho é popular, lembro como se fosse hoje o exato momento em que a ouvi pela primeira vez, tenho este acontecimento congelado na memória, na mesma gaveta em que guardo a lembrança da primeira vez que fui à escola, que andei de bicicleta ou que beijei na boca uma garota com nome de santa. A faixa de abertura do álbum Várias Variáveis indubitavelmente foi a canção dos Engenheiros do Hawaii que, a primeira audição, mais me impressionou. Além do belíssimo arranjo de cordas concebido pelo irrepreensível Augusto Licks, parecia alquimia literária aquela profusão de imagens fundamentadas em versos que primavam por um recurso estilístico que para muitos já havia saturado o LP anterior, no entanto, o que chamavam de vicio em aliterações eu chamava de amor a palavra e era notório para mim, então um adolescente, que Humberto Gessinger era um gênio da métrica e aquilo me perturbava demais. Eu desejava estar na mente daquele autor, conhecer os caminhos que o levaram a conceber fragmento tão impressionante de sua obra, entender sua aparente fixação pela letra P presente também em outros momentos elogiáveis de sua trajetória e celebrar com vinho tinto um tanto barato o poder da poesia.

Para finalizar, embora muito distante de esgotar o tema, retrocedendo alguns meses no tempo em relação ao parágrafo anterior e talvez retorcendo um pouco os fatos para parecer salutar, reza a lenda que o magnifico solo de Pra ser sincero teria sido subtraído de Augusto Licks por Humberto Gessinger e gerado uma das muitas rusgas entre ambos. O líder dos Engenheiros do Hawaii, encantado pela magia da composição, que até ganhou um côro espontâneo a lá Iron Maiden tempos depois, não resistiu ao ímpeto de dar uma “carteirada” no parceiro e se tornar o executor da obra nas apresentações ao vivo. Hoje, homem feito e celebrando com vodka a vida, eu quase entendo a motivação de Humberto Gessinger, pois passei os últimos 28 anos sendo, a cada audição, arrebatado por esta canção e, infrutiferamente, tentando reproduzir, dentro das minhas deficientes habilidades violonisticas, este solo incrível.

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16/05/14 – Insular em Recife, PE;

2014 - Folha de Pernambuco

Imagem cedida por Edvalci Nascimento;

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Ana

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Quando eu pus os pés no chão,
você pôs o chão pra eu pisar,
mas eu não pisei firme,
eu contei os passos,
eu parei pra pensar

você,
outrora doce e terna,
hoje amarga, amálgama
de sabores vis,
me passou a perna

eu caí de cara,
perdi a conta,
te perdi de vista
e desaprendi a contar.

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10/05/99 – Gessinger já vê saída; Renato Mendonça para o Zero Hora;

1999 - Zero Hora (10MAI)

Imagem enviada por Nando Gessinger;

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Um salto no escuro do FGCA

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Com o perdão do chiste e da aparente redundância, 1993 foi um ano ímpar para o rock nacional. Não porque seja indivisível por dois, mas porque, enquanto se alardeava por aí o fim do rock, pelo menos três bandas do chamado primeiro escalão lançaram alguns de seus trabalhos mais representativos. Os Titãs dominaram as paradas com Titanomaquia, um quase grunge com azeite tupiniquim surpreendentemente qualitativo após a lamentada saída de Arnaldo Antunes. A Legião Urbana sacou de O descobrimento do Brasil, que, apesar de não ser o último com a participação de Renato Russo ainda vivo, fecha uma sequência de seis álbuns de estúdio absolutamente geniais. E enfim, os Engenheiros do Hawaii plugaram instrumentos acústicos e produziram o nababesco Filmes de guerra, canções de amor, FGCA para os íntimos, um marco na nossa história recente.

Para entendermos, sob um ponto de vista bastante particular, o que representa o segundo disco ao vivo dos Engenheiros do Hawaii e, embora eu prefira um olhar mais analítico que jornalístico, com mais texto e menos contexto, partamos para uma breve revisitação histórica: À partir de 1989, 21 anos após a NBC produzir o pioneiro ’68 Comeback Special, de Elvis Presley, a MTV americana criou uma série em que bandas e artistas tocavam suas canções em versões acústicas, o MTV Unplugged, que não tinha nada de “unplugged”, pois os instrumentos eram ligados a amplificadores de alta potência, o que, contraditoriamente, não comprometia o caráter intimista que se pretendia dar as canções. O formato se configurou um sucesso e ganhou ainda mais evidência quando, em 1991, Paul McCartney seguiu a risca o conceito de “desplugar” e usou microfones externos para captar os sons dos violões, o que culminou no lançamento do excelente The Official Bootleg, além de ter criado uma tendência para futuras gravações. No Brasil, a produção foi bem menos assídua que na matriz e, sem a chancela da MTV local, os Engenheiros do Hawaii conceberam seu acústico plugado como na era “pré-McCartney”.

Agora ao que interessa, a investida fora um salto no escuro da piscina, uma tentativa de apresentar algo novo, uma alternativa a tudo que dizem que aconteceu na música brasileira até 1993 associadas a uma falta de perspectiva com um formato que só atingiu sucesso de público a partir de 1997, com o lançamento, em CD e VHS, esta segunda, a mídia da moda nos anos 1990, do Acústico MTV dos Titãs, uma iniciativa que perdurou por mais de uma década e da qual fizeram parte alguns dos principais nomes do rock nacional e da MPB, tendo em 2004, os Engenheiros do Hawaii também adquirido o seu selo MTV de acústicos, mas voltemos a década anterior.

Apesar do luxo que era apresentar este projeto na Sala Cecília Meireles, tradicional espaço erudito da cidade do Rio de Janeiro, com orquestra regida pelo maestro Wagner Tiso e toda a sua cancha musical, havia uma atmosfera de precariedade no ar potencializada por dificuldades intrínsecas ao universo enghaw como por exemplo o vocal choroso de Humberto Gessinger, vicio comum neste tipo de apresentação, pela sua lendária mania de trocar as letras das canções ou pelo elementar estranhamento da plateia diante de uma abordagem tão inusitada para a época, mas tudo ocorreu estranhamente bem e até mesmo Carlos Maltz, que todos acreditamos ter mãos de marreta, mostrou delicadeza e sensibilidade na percussão. Nem o posterior fracasso retumbante de vendas, impediu que o Filmes de guerra, canções de amor se transformasse em um disco antológico, de rara beleza no cenário nacional.

O último álbum dos Engenheiros do Hawaii lançado em LP marca também o fim da formação GLM, um dos episódios mais controversos, tristes e melancólicos da história do rock feito no Brasil. Uma das várias variáveis que especula sobre os motivos que levaram ao rompimento do trio reza que Augusto Licks queria o acompanhamento da orquestra durante a turnê e fora voto vencido. Uma outra versão supõe que Humberto Gessinger e Carlos Maltz não possuíam suficiente preparo técnico para tanto. Pessoalmente, não acredito que a briga colossal que ainda gera calorosas discussões tenha sido provocada por algo pontual e, se foi, pode ter sido apenas a gota d’água de um desgaste interpessoal que já se arrastava há tempos.

A apresentação ganhou versão em VHS amalgamada a um documentário com bons achados da então recente turnê por EUA e Japão, embora muitas vezes o áudio pareça não estar em sincronia com as imagens. Realidade virtual, uma das quatro canções inéditas, tinha um quê de gospel e era considerada brega, mas transformou-se no carro-chefe. Todo mundo é uma ilha, talvez o melhor momento do Longe demais das capitais, renasce tão deslumbrante pela guitarra de Augusto Licks, que o baixo encorpado de Marcelo Pitz não faz a mínima falta. Refrão de Bolero, em seu melhor arranjo, ficou fora do LP porque, dizem as más línguas, a plateia, encantada com a performance de Augusto Licks, gritou seu nome ao final da canção.

Definitivamente, o ambiente tenso e as dificuldades enfrentadas pelo trio não foram suficientes para comprometer o resultado. Há quem acredite, e faço côro, que se tudo tivesse ocorrido tão bem quanto o irrepreensível desempenho de Augusto Licks, o resultado teria sido uma droga e, provavelmente, não estaríamos, um quarto de século depois, festejando um momento tão marcante da nossa banda preferida.

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1987 – Mais Infinita Highway;

Infinita Highway (1)

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O trio parada dura do rock nacional

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Quando os pitagóricos criaram a antiterra para burlar os dados observacionais e preservar a teoria de que o número 10 estava presente em tudo, inauguraram uma das práticas ocidentais mais comuns da história da humanidade, a de maquiar processos para “atingir” o resultado desejado. É provável que muitos que se dão ao trabalho e/ou me concedem a honra de ler meus textos já tenham, no ambiente profissional, às vésperas de uma auditoria ou de uma visita importante, presenciado a agitação de seus imediatos em forjar dados que remeta a uma imagem benéfica da empresa. No mundo da música não é diferente, caso contrário, onde Humberto Gessinger teria encontrado inspiração para compor Guardas da fronteira, Somos quem podemos ser, O papa é pop, Terceira do plural, Outras frequências entre outras?

De propósito ou de premeditada falta de propósito, os Engenheiros do Hawaii fizeram o oposto e acertaram no cerne da questão: desconstruíram a imagem do roqueiro rebelde adepto da destruição de camarins, da autodestruição física, da ostentação de carros de luxo e casas com piscina em revistas especializadas em vida de artista, da companhia de fãs enlouquecidas e cheias de luxúria correndo nuas por corredores de hotéis gritando “Sou toda sua” entre outras excentricidades comum ao meio. Com isso, alardearam um bom mocismo irritantemente salutar que ia de encontro aos dias de inconsequência fundamentados na trinca sexo, drogas e rock n’roll vividos por sua geração e sobrevividos por poucos, ou seja, não se adequaram as convicções instauradas no inconsciente roqueiro.

A rebeldia de Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks não era comportamental, tampouco política, mas ideológica, irônica, autossuficiente e imune às armadilhas do showbuziness. Ouso dizer que o trio parada dura do rock nacional parecia se divertir projetando os corpos para serem atingidos pelas pedras atiradas em oposição a construção de uma carreira de sucesso sem que fosse necessário rezar pela cartilha “transgressora” da obsolescência programada. Uma passagem que ilustra bem o teor zombeteiro e a expressão artística da nossa banda preferida se deu quando, após o altíssimo volume de críticas negativas recebidas pelo excesso de aliterações na composição do álbum O Papa é Pop, fiéis a um estilo que passava ao largo de tudo que se produzia musicalmente no início dos anos 1990, começaram o disco seguinte, já à partir do título, com uma sucessão de fonemas consonantais idênticos, repetições de sons, aliterações para os práticos. As palavras com radicais parecidos e suas formas relapidadas invocavam poesia e encantou os fãs ao passo que inversamente proporcional irritou os críticos, que não encontraram defeitos e, mais desencontrados que o Marcelo Pitz na primeira formação, mais perdidos que o Ricardo Horn substituindo o Augusto Licks, malharam a capa do Várias Variáveis, álbum que, para muitos e para este que vos escreve, é a obra-prima da formação GLM, esta notoriamente em um plano superior sobre tudo que foi produzido pelas demais formações.

Todavia, em uma canção bastante conhecida das novas gerações de fãs, Humberto Gessinger diz que “seria mais fácil fazer como todo mundo faz”, estranha coisa pra se dizer durante a gravação do Acústico MTV, o que suscita a seguinte pergunta: será que os Engenheiros do Hawaii estiveram sempre imunes ao veneno das convenções e das corporações, será que o onipresente Humberto Gessinger, em mais de trinta anos não se deixaria corromper jamais, quanto de dinheiro seria necessário para fazê-lo levar-se a sério e em que isso comprometeria seu ideal de independência? Ora, melhor irmos devagar com o andor da contramão.

Explico essa quase contradição da seguinte forma: os tempos são outros, nossa banda preferida, com sua gênese kamikaze, conquistou um lugar cativo na memória e na história, Humberto Gessinger hoje goza de imenso prestígio e, por tudo que realizou lá atrás, tem uma carreira consolidada, portanto, qualquer discurso sobre rebeldia vai soar fora de seu tempo; e o que os Engenheiros do Hawaii produziram nos primeiros anos da banda jamais vai se repetir. Vale apenas ressaltar que todo o reconhecimento não teria sido possível se aquele tímido vocalista com voz de adolescente quando acorda e algum talento para conceber boas canções não tivesse se unido ao baterista com muito vigor, pouca técnica e sérios distúrbios nas glândulas sebáceas, e ambos, posteriormente, absorvido o excepcional guitarrista desprovido de sexappeal para, juntos, com o perdão da manjadíssima metáfora estradeira, pavimentar o caminho que percorremos até hoje e se transformar nos principais responsáveis pela perpetração do legado enghaw.

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30/04/08 – Meu Pequeno Gremista na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo, SP;

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Os Melhores de 1990;

Em abril de 1991, a finada revista Bizz divulgou o resultado da pesquisa que elegia os melhores do ano anterior e não deu outra. Ratificando a máxima de que eram amados pelo público ao passo que eram inversamente odiados pelos críticos, o resultado está abaixo:

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O contranababesco Longe demais das capitais

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Cá estou novamente revisitando os momentos iniciais da nossa banda preferida, a pré-história de tudo que estava para acontecer, aquele período entre a apresentação no auditório da Faculdade de Arquitetura e a saída mal explicada de Marcelo Pitz, o lapso temporal que antecedeu a chegada de Augusto Licks aos Engenheiros do Hawaii trazendo consigo, além do enorme talento, a atenção a uma técnica mais apurada, que, associada às composições de Humberto Gessinger e ao entusiasmo de Carlos Maltz, culminou em um dos mais importantes capítulos do rock nacional.

Inicialmente concebido como o primeiro LP solo após a bem sucedida participação na coletânea Rock Grande do Sul, produzida alguns meses antes, o Longe demais das capitais era conceitualmente forte dentro de uma estética que primava por um mau gosto proposital intrínseco ao discurso de negação da influência do showbuziness e de movimentos culturais populares entre os jovens das periferias nos anos 1980, embora a gênese da Engenharia Hawaiana esteja na autonomia da atitude reverberada pelo “Do It Yourself”, o grito do Movimento Punk.

Por outro lado, sem querer refutar o propósito artístico ou o despropósito comportamental do trio que o concebeu, mesmo autoral em sua totalidade, com boas letras e belos achados poéticos, é notoriamente improvável, olhando com um oportuno delay de mais de trinta anos, que Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Marcelo Pitz tivessem chegado com uma sonoridade definida ao LP que inaugura a discografia oficial de sua banda. Um dos releases até cravou um “ska existencialista”, o que denotava certa semelhança com os contemporâneos do Paralamas do Sucesso, esses sim, skazistas convictos, mas revelava também o estranhamento frente a combinação de letras potencialmente intimistas entranhadas em um estilo musical historicamente festivo.

Falando um pouco da produção quase precária do LP, objeto de minhas não menos deficientes elucubrações, e, sem chover no molhado, haja vista que trata-se de situações já bastante conhecidas, discutidas e debatidas na comunidade roqueira, a Radio Corporation of America, conhecida por aqui como RCA, por não entender ou por não acreditar, teria dado carta branca aos impetuosos garotos do sul. O resultado pode ter sido um choque para os “entendedores de música”, mas, com uma sonoridade obtusa e um amadorismo latente equilibrado por uma densa leva de letras com apelos que iam ao encontro de uma demanda deveras receptiva de ouvintes ávidos em assimilar o que se dizia longe demais das capitais, os Engenheiros do Hawaii estouraram nacionalmente e conquistaram o primeiro disco de ouro do rock gaúcho, fato que inexplicavelmente não se repetiu com o trabalho seguinte, o igualmente contranababesco, no entanto muito melhor articulado, A revolta dos dândis.

Para finalizar, perdoem-me se pareço oportunista, prolixo ou se me faço parecer analítico demais ao trazer à tona uma visão pretensamente singular de fatos tão elementares dentro da trajetória de Humberto Gessinger & Cia. Nada apresento de novo ou revolucionário que vá descortinar uma nova ordem enghaw, apenas insisto com a percepção, comum a maioria dos meus contemporâneos, que também já gastaram muita energia com esta banda, de que os Engenheiros do Hawaii não tinham a mínima ideia do que estavam produzindo musicalmente até a providencial saída de Marcelo Pitz, mas encontraram um norte com a bem aventurada entrada de Augusto Licks, mas isso já é assunto para uma outra ocasião.

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20/04/91 – O Papa é Pop no Ginásio do Ibirapuera;

1991 - Ibirapuera, São Paulo, SP

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Entre a verdade e o rock canadense

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Antes de iniciarmos nosso devaneio literário semanal, me permitam narrar dois incidentes autobiográficos: após minha sugestão de nome ter sido indeferida pela mais alta instância lá de casa, eu, insistente, gaiato e sem noção do perigo, sugeri que minha filha se chamasse Diadora, uma mistura de Diana, a primeira opção e preferência do pai, com Isadora, o desejo pétreo de sua figura materna, que felizmente prevaleceu, não à toa, sempre digo que a Dodó puxou a beleza da mãe e a inteligência da mãe também. Pouco tempo antes, adotamos um gato, que nomeei Capitão e em seguida, por considera-lo imponente e metido a besta demais, o renomeei General, por um irônico merecimento a uma patente mais alta. Fosse fêmea, por galhofa e desconstrução, seu nome seria Ursa, no entanto, novamente fui voto vencido, ao felino foi atribuído Pierre como alcunha e, quando veio à tona que identificamos errado o gênero do bichano, mutilamos o vocábulo e passamos a chama-la de Pi.

Relatei esses dois pequenos causos, contextualizados em minha pacata convivência familiar, para ilustrar, de modo geral, o quanto é difícil batizar, nominar, encontrar a locução adequada para designar pessoas, animais ou coisas. A esta terceira classe, incluo os Engenheiros do Hawaii, que, dentro do imenso emaranhado de ironias, contradições e autoboicotes que premeditaram para si, o primeiro grande equívoco, para quem faz uma análise fria dos fatos, teria sido escolha do nome.

Enquanto seus contemporâneos embarcavam em uma tendência pseudoheróica para dar nome as bandas e ainda, com seus alter egos roqueiros, proteger os “fracos, em frascos, comprimidos”, Humberto Gessinger e sua turma preferiram não pegar carona na inventividade pretenciosa muito em voga nos anos 1980 e optaram por algo menos imponente e com um significado restrito ao dia a dia na Faculdade de Arquitetura, o que demandou a pergunta mais assídua de sua trajetória: Por que o nome Engenheiros do Hawaii? Embora parecessem demasiado honestos e conceitualmente adequados a posição geográfica desfavorável anunciada na faixa-título do primeiro LP, o contranababesco Longe Demais das Capitais, a resposta mais recorrente era sempre o cúmulo do antimarketing: não queriam ser levados à sério.

O que nem os críticos da Folha, tampouco as publicações especializadas em vida de artista, muito menos “aquela revista de rock e de intriga que você lê quando tem dor de barriga” foram capazes de explicar é como esse tiro saiu pela culatra, pois à partir d’A Revolta dos Dândis, o segundo LP, o nome Engenheiros do Hawaii tornou-se um conceito tão forte que influenciou projetos gráficos, figurinos, personalizou instrumentos e até foi objeto de batalha judicial. A cada lançamento, o nome fundamentado na figura do Surfista Calhorda e escolhido em uma brincadeira de estudantes para sacanear os colegas/rivais da sala ao lado, saltou provocativo demais aos olhos e ouvidos de quem não dava nada por aquele trio, ajudando a alimentar uma das relações mais conflituosas entre artista e mídia da história do rock nacional.

Para finalizar, posso estar errado, “posso estar completamente enganado”, mas entendo que a premeditada falta de premeditação em expedientes simples como levar a sério a escolha do nome que irá representá-los por onde quer que estejam levou os Engenheiros do Hawaii ao topo das paradas, subjetivamente ironizou a relação de alguns jornalistas-roqueiros com suas bandas e criou um ranço que fica notório na entrevista que a finada Revista Bizz fez com Geddy Lee, um dos ídolos de Humberto Gessinger. Vilipendiando nossa banda preferida, foi perguntado ao líder do RUSH se ele conhecia sua versão brasileira, os Engenheiros do Hawaii, e a resposta caminhou ao encontro de tudo que eu relatei até aqui: “…espero que tenham mais sorte em sua música do que tiveram ao escolher o nome.” E tiveram, mesmo sob um chuva torrencial de boicotes, mal entendidos e provocações, construíram uma entidade muito maior que o nome Engenheiros do Hawaii possa expressar.

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15/04/11 – Pouca Vogal em Recife, PE;

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Imagem cedida por Edvalci Nascimento;

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1989 – Tour 89 na Revista Bizz;

1989 - Interior de SP;

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Universo e unidade

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Invoco uma metáfora cosmológica para introduzir este experimento literário com um convite: Que tal voltarmos ao universo que orbita o lançamento do primeiro LP dos Engenheiros do Hawaii, o Longe Demais das Capitais? Faremos exatamente isso, já que o título de hoje remete ao comentário com viés cartesiano que fiz semana passada acerca da canção Toda Forma de Poder, no entanto, não pensem que nos limitaremos aos primórdios da banda, pois há conexões entre sua primeira e demais fases que, com a visão pretensamente anacrônica de um pseudociclope investigador de teorias mirabolantes sobre tudo e sobre nada, pretendo descortinar à seguir.

Situada na cronologia enghaw como o primeiro sucesso nacional da nossa banda preferida e temperada com uma sucessão saborosíssima de interjeições roqueiras, Toda Forma de Poder, o hino de louvor ao desprendimento com questões políticas, de Humberto Gessinger, tem os versos introdutórios mais acachapantes e salutares da história do rock nacional, mas, muita calma, ainda não é hora de falarmos sobre eles. À diante, unindo Fidel e Pinochet, dois ícones aparentemente incomensuráveis, que “tiram sarro de você que não faz nada”, Humberto Gessinger aplica uma voadora no realismo ingênuo do senso comum que faz de um, herói da Esquerda, e do outro, vilão da Direita, mas que, com o perdão de esquerdistas e direitistas, são farinha do mesmo saco. Licenças poéticas e conflitos geográficos à parte, essa passagem pode ser enxergada em “minha vida é tão confusa quanto a América Central”. Já os versos seguintes fazem conexão com “Somos quem podemos ser” e, onde se canta “eu começo achar normal que algum boçal atire bombas na embaixada” poderia ser “e tudo ficou tão claro.”

Toda Forma de Poder, a canção, objeto de minhas elucubrações, está dividida em três partes intercaladas por um refrão. Quase punk na temática e nos acordes, seus versos mais recorrentes promovem o encontro de um texto duro com o lirismo que se fez presente em toda a produção musical dos Engenheiros do Hawaii. Há uma quebra de expectativa para um deleite romântico e só depois, a segunda e também a terceira parte da letra são iniciadas novamente com o pé na porta.

“Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada” percorre, ao longo de mais de três décadas, caminhos semelhantes a “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada” e “O fascismo é fascinante e deixa a gente ignorante fascinada”. Os três fragmentos ganharam corpo, transcenderam, passaram a existir além da própria canção em estampas de camisetas, mensagens de protestos, cartazes de passeatas, enxertos de textos poéticos, referências bibliográficas, frases de para-choques de caminhões, pichações, tatuagens, legendas de fotografias, imagens, avatares, memes etc, mas ainda não é aqui que falaremos dos versos iniciais e tudo que eles representam para este que vos escreve, no entanto, reparem como “toda forma de poder é uma forma de morrer por nada” se conecta com “o melhor esconderijo, a maior escuridão”. Já “toda forma de conduta se transforma em uma luta armada” suscita a pergunta “Quanto vale a vida?” E quando “a história se repete, mas a força deixa a história mal contada”, “o que me encanta é que tanta gente sinta (se é que sente) ou minta (desesperadamente) da mesma forma”.

Dizer que o “fascismo é fascinante e deixa a gente ignorante fascinada” seria o mesmo que alardear que “a violência travestida faz seu trottoir” e se “é tão fácil ir à diante e esquecer que a coisa toda está errada” é porque “levamos uma vida que não nos leva a nada”. Agora chegamos enfim ao início, isto porque o fragmento final é exatamente o primeiro, ou seja, a canção faz um looping, termina onde começa e para encontrarmos sua conexão saltemos para o auge de popularidade dos Engenheiros do Hawaii, nos anos 1990, quando o trio GLM experimentaram também a famigerada e odiosa soberba da crítica. Em “Exército de um homem só”, Humberto Gessinger ratificou o que foi dito lá atrás com “Não interessa o que diz o Estado, não interessa o que o Estado diz”, que se metamorfoseou em um trocadilho absolutamente genial nas apresentações ao vivo, que eu não deveria, por questões de estilo, invocar agora, mas que não resisto em reproduzir: “Não interessa o que diz o Estado, não interessa o que a Folha diz”. Reparem que as três sentenças residem em semelhantes motivações e todas carregam a mesma intenção, a de gritar um intenso e sonoro “foda-se”, porque “eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada”.

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03/04/92 – Várias Variáveis no Imperator, Rio de Janeiro, RJ; Mauro Ferreira para O Globo;

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Metacrônica Enghaw

Diz-se por aí, desde a antiguidade grega até os dias atuais, passando inclusive pelo surgimento da Filosofia Moderna no século XVII e pelo verão porto-alegrense de 1985, onde está situada a gênese da Engenharia Hawaiana, que Chronos fora o Deus do Tempo e da Eternidade. Curiosamente, o gênero narrativo que invoco para esta publicação, a crônica, cravado aqui em casa como um breve relato que se enquadra dentro de um lapso temporal, descortina nesta definição, se considerada a etimologia da palavra, que remete a já citada divindade grega, uma dualidade entre o anacrônico e o datado que eu, em campanha para o bom uso da razão, não animo investigar, mas por onde transitaremos ao longo deste pretenso experimento literário. O assunto que me traz a este encontro com meus poucos, parcos e pacatos leitores, os mesmos que compartilham comigo não apenas a paixão por uma certa banda de rock oitentista, mas a identificação com as letras de Humberto Gessinger, um verdadeiro cronista dos sentimentos de uma legião, com o perdão do trocadilho, de ouvintes da boa música, é a capacidade que o vocalista e líder dos Engenheiros do Hawaii tem de sintetizar a angustia e o conforto, o confronto e a consonância, o sono e a insônia dos apreciadores de sua arte.

Esse expediente condensador de conceitos amplos e um emaranhado de sentimentos já dava mostras em “Você, que tem ideias tão modernas / é o mesmo homem que vivia nas cavernas” versos que arrematam em forma de refrão a ode ao tédio feita no canto introdutório da canção Crônica, que, não apenas pelo título, homônimo do gênero que adotamos para esta ocasião, parece ter sido inspirada por Chronos, dada a sua característica marcante de relacionar fatos corriqueiros a acontecimentos relevantes, como já disse eu mesmo em algum texto salvo no meu desktop. Já que estamos falando de refrãos essenciais do rock nacional, como não mencionar “Se tudo passa / talvez você passe por aqui” que faz a via inversa agora entre o universo e a unidade ajudando a compor uma sucessão arrebatadora de boas sacadas poéticas que resultaram, com ajuda de veiculação maciça em novela das 7 e playbacks em programas de auditório, no primeiro sucesso nacional dos Engenheiros do Hawaii. E o que dizer do apelo publicitário de “Você precisa de alguém / que te dê segurança”, da melancolia de esperar “a vida aparecer no Jornal Nacional” ou, entre outras, do niilismo de “Você não sabe o que eu sinto / você não sabe quem eu sou”?

Esse último refrão, da canção Todo Mundo é Uma Ilha, conta ainda com uma linha de baixo primorosa que parece conversar com seus ouvintes, talvez a grande contribuição que Marcelo Pitz, o baixista negro kafkianamente desencontrado em uma banda de reggae de branquelos, tenha deixado para a posteridade antes de sua quase despercebida saída, mas isso já é assunto para um outro tipo de abordagem.

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Marcelo Pitz na penumbra.

Reparem que até agora só falamos de canções do primeiro LP de uma extensa discografia e esse nem de longe é o melhor momento artístico da nossa banda preferida, sequer chegamos ao filé mignon da Engenharia Hawaiana. A canção título e todo o álbum transitam ainda pela Filosofia de Platão e sua defesa da imortalidade da alma, pelo duo aparência x verdade e pela concepção de uma cidade ideal apresentada n’A República, uma cidade Longe Demais das Capitais. Ok, nunca foi intenção dos Engenheiros do Hawaii serem levados a sério nesse nível e antes que eu me torne prolixo demais ou que a comunidade filosófica me agrilhoe em uma caverna ou ainda que meus familiares e amigos me interditem por não fazer bom uso das faculdades mentais ou pior, que essa crônica se desconfigure, finalizo com versos d’A Revolta dos Dândis, mais especificamente da canção Infinita Highway, que, como uma crônica, definem, despojam e descomplicam tudo que eu disse até aqui: “Eu posso estar completamente enganado / eu posso estar correndo pro lado errado.”

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31/03/02 – Humberto Gessinger & Família na Revista ZH Donna;

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30/03/88 – A Revolta dos Dândis na Revista Amiga 932;

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Carlos Maltz apresenta palestra sobre Astrologia em Goiânia

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Na última sexta-feira, 23, estive na palestra “Os 4 Elementos e a Paz nos Relacionamentos”, ministrada por Carlos Maltz no auditório da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), em Goiânia. Não que seja o caso de quem frequenta esta página, mas para quem não sabe, Maltz fora um dos fundadores da nossa banda preferida, os Engenheiros do Hawaii, e, evidentemente, mesmo com os interesses profissionais dos últimos 20 anos desenvolvidos de modo bastante independentes aos de sua carreira musical, carrega e retribui por onde vai, o carinho dos fãs que conheceram sua faceta roqueira.

Após breve apresentação de um dos organizadores do evento que se estenderia ainda pelo final de semana com consultas astrológicas e toda a renda destinada a uma instituição de caridade na cidade de Pirenópolis, GO, a palestra teve inicio de maneira bastante despojada. Trajando uma pitoresca combinação de cores quase opostas dentro do circulo cromático, um irônico Maltz alerta à todos de que não existe 13º signo e traz à tona a lembrança de uma certa reportagem sobre um incerto escritor que teria lançado um livro de 800 páginas desconstruindo a Astrologia após ter escrito um de 1000, que ninguém leu, a “construindo”, deixando com os presentes a percepção de como a humanidade gasta energia com expedientes inúteis. Neste mesmo momento introdutório, Maltz agradeceu a presença de todos e frisou, aos 3 gatos pingados que ali estavam por interesses alheios a Astrologia, mas por causa de sua história com os Engenheiros do Hawaii, que nossa presença também o fazia feliz, o que me deixou, particularmente, orgulhoso.

A palestra, além de configurar um bate-papo agradabilíssimo, esclarece, entre outros temas, como funciona o calendário astrológico, algo que passava superficialmente ao meu entendimento. Com o auxilio de uma representação gráfica projetada em uma tela, Maltz nos conduz em uma viagem conceitual percorrendo todo o zodíaco. Da força dos elementos à busca do equilíbrio, com boas sacadas e exemplos marcantes de famosos como Ayrton Senna, ariano até a hora da morte, Bob Dylan, dualista e indeciso como só os geminianos podem ser, ou Sigmund Freud, que por ser taurino, rompeu com Carl Jung, que era leonino demais, nosso astrólogo apresenta uma sucessão de considerações sobre cada signo, suas missões nesta existência, como as características afetam a convivência entre os casais e o que fazer para encontrar a harmonia.

Curiosamente, mas apenas para os fãs do roqueiro Maltz, não há referência alguma sobre os Engenheiros do Hawaii durante a palestra, nem mesmo quando são relacionados os aspectos marcantes de Capricórnio, o que remete facilmente a Humberto Gessinger, “do alto da montanha azul, cuidando da terra”. Já próximo ao fim da palestra, antes das considerações acerca de Peixes, o último signo zodiacal, Maltz revela, numa fala repleta de chistes, como compôs O Sorriso do Escorpião e recita sua belíssima letra.

♫ Mulheres de Áries não servem para sexo zen…♪

Ao término da palestra, muitos presentes puderam fazer perguntas e até me arrisquei em tentar entender sob um viés astrológico a lendária e legendária rivalidade entre Ayrton Senna e Nelson Piquet. Encerradas as questões, Maltz autografou itens relacionados aos Engenheiros do Hawaii e posou para fotografias. Pessoalmente, ainda não fui arrebatado pelo entendimento astrológico e nem era essa a minha intenção quando fui a palestra, mas pude identificar nas falas de Maltz pontos de melhorias na minha convivência com uma certa libriana e talvez essa tenha sido a intenção do palestrante.

Sem título

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25/03/00 – 10.000 Destinos na Revista 89 Nº16;

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24 e 25/03/00 – Gravação do DVD 10.000 Destinos no Palace, São Paulo, SP;

2000 - Palace, São Paulo, SP

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22/03/13 – Insular no Estado de Minas;

Vôo solo

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19/03/16 – Humberto Gessinger e Nando Reis no Pepsi On Stage;

Celebração em dobro

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13/03/91 – As crônicas havaianas do Rush; Humberto Gessinger para O Estado de São Paulo;

1991 - As crônicas hawaianas do Rush

VEJA TAMBÉM:

Humberto Gessinger, Carlos Maltz, Chronicles, Rush…

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O Campeonato Gaúcho inesquecível de Humberto Gessinger;

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05/03/15 – Gessinger no Opinião;

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